Viajar é animal: dicas para aproveitar as férias com seu pet
Fim de ano é tempo de férias e logo na época mais quente do ano, com o verão, as possibilidades de viagens para os mais variados destinos atrai qualquer brasileiro. Sim, incluindo os proprietários de animais que fazem questão de levar seus bichinhos para curtirem cada momento. Então, preparem-se marinheiros de primeira viagem ou não, porque sair pelo mundo na companhia de cães e gatos é uma tarefa que exige cuidados.
Antes mesmo de viajar, é importante verificar se é permitido o trânsito de animais no meio de transporte que pretende utilizar. Marque uma consulta no veterinário para verificar as condições de saúde do pet: vermifugação e vacinação precisam estar em dia. Além disso, os animais devem sempre usar uma identificação com nome e dados do proprietário para contato em caso de imprevistos, acidentes ou estravio da caixa de viagem.
Para os destinos interestaduais o proprietário deve providenciar a Guia de Transporte Animal, fornecida também por um veterinário, desde que seja credenciado pelo Ministério da Saúde. No Código Brasileiro de Trânsito existem dois artigos que servem de alerta aos donos de cães e gatos:
• Artigo 235 - conduzir pessoas, animais ou cargas nas partes externas do veículo, salvo nos casos devidamente autorizados.Essa infração é considerada grave. O dono perde 5 pontos em seu prontuário e recebe uma multa de R$ 100, 29
• Artigo 252: Inciso II - transportar pessoas, animais ou volumes à esquerda ou entre braços e pernas. Essa infração é tida como média. O dono perde 4 pontos em seu prontuário e o valor da multa que lhe é aplicada é de R$ 72, 86.
Eles não reclamam do tempo de viagem, não choram quando estão com fome e muito menos, aproveitam o conforto dos carros para um momento de leitura. Leve o brinquedo predileto de seu pet, comida e guloseimas, tigela para água e comida, além de artigos para pentear o pêlo, colchão ou cama. Programe paradas de duas em duas horas, pensando sempre em locais estratégicos que podem ser freqüentados por animais para que ele possa beber água, esticar as patas e fazer xixi ou cocô.
Existem cintos de segurança próprios para animais instalados preferencialmente no banco de trás, para evitar que eles se machuquem em uma freada brusca ou uma manobra inesperada. Ao estacionar, procure sempre a sombra e nunca deixe seu bichinho sozinho no carro, pois as temperaturas altas podem causar insolação e desidratação. Temperaturas baixas podem causar hipotermia, principalmente nos animais idosos.
No caso da viagem de avião, tome todas as procedências com muita antecedência e confirme-as até 24 horas antes do vôo. No site das empresas é possível consultar taxas e tarifas adicionais de embarque. Também é necessária a presença do Guia de Transporte Animal emitido pelo Ministério da Agricultura, comprovando a boa saúde do pet.
O transporte de cães e gatos pode ser admitido na cabine de passageiros, desde que estejam acondicionados nas caixas de viagem e não acarretem desconforto aos demais passageiros. Animais com mais de seis quilos viajam no departamento de bagagens. Não deixe de colocar uma etiqueta com o local de destino e dados para contato, além de instruções sobre fornecimento de comida e água.
Para uma viagem ao exterior é necessário que o animal passe por todos os controles de fronteira, sendo que cada país tem seus próprios trâmites que permitem admissão de cães no território visitado. Informe-se na embaixada ou no consulado do país de destino sobre a documentação específica exigida.
|